alerta de vendaval

Aos poucos, fui descobrindo que a ânsia de ver o meu mundo interno resolvido por alguém de fora era só um idealismo romântico cultivado socialmente.

Mas o que dizer sobre toda a química ocorrendo dentro de mim e todo o desequilíbrio emocional que me atinge!? O primeiro, advindo da minha natureza animal e o segundo da minha humanidade. Não são aspectos inatos?

Após muito sangue, cordas de violão e poemas, realizei minha estrada sozinho. E oscilei entre suportar minhas contradições e me colocar na cruz para ser açoitado pela própria mão que me aliciava – o silêncio.

É incongruente gostar de algumas pessoas, mas me sentir constrangido e claustrofóbico com a presença delas. Ao mesmo tempo, sozinho, sou o temor dos meus pensamentos acidentados e meus impulsos de querer viver, querer morrer.

Ainda não encontrei as palavras certas, a apelação correta, a fuga eficiente. Sigo sentindo o vento anunciado de pequenas obsessões.

E minha imperita alma grita: alerta amarelo de vendaval.

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